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domingo, 7 de outubro de 2012

I Tessalonicenses - Edificando uns aos outros

Conhecendo sua Bíblia – I Tessalonicenses
Elisabeth Lorena Alves

Os livros bíblicos fazem parte de nossa vida cristã, mas muitos de nós não sabemos quais são suas origens, por quem foi escrito, a quem e quando. E esta é uma necessidade nossa, afinal, devemos conhecer de fato a Palavra do Senhor. Hoje pensei em I Tessalonicenses para nosso estudo.
Tendo por autor o apóstolo Paulo – referência feita no versículo 1 do primeiro capítulo. Estava com ela Timóteo e Silvano, seus ajudadores e companheiros fiéis, foi escrita no ano de 51 depois de Cristo, na cidade de Corinto.
Tendo por tema principal A segunda vinda de Cristo, é uma carta cheia de informações e tem como intenção maior nos firmar a fé e esperança no Grande Dia do Senhor.
No capítulo 17 de Atos ficamos conhecendo esta Igreja, pois ela foi fundada durante a Segunda Viagem Missionária do apóstolo Paulo, em Tessalônica. Viviam ali diversas pessoas, de origem e situação financeira diferenciadas, pois entre estes convertidos estavam gregos, mulheres ricas e judeus recém conversos ao Senhor. Vale lembrar que a Igreja do senhor ali começou debaixo de grande perseguição e um dos irmãos que hospedaram Paulo, foi preso junto com outros, seu nome era Jáson, que foram soltos mediante pagamento de fiança.
Timóteo esteve em visita a Tessalônica e assim trouxe notícias ao apóstolo Paulo, fundador da Igreja ali. As notícias preocuparam o apóstolo pois os irmãos estavam entristecidos com a morte de seus parentes e amigos, alguns queriam abandonar o Evangelho temendo as perseguições e intencionavam voltar ao paganismo, vivendo de forma monótona o Evangelho e outros apesar de se dizerem cristãos, viviam de forma desregrada.
Dá-nos entender que muitos rejeitavam agora o apóstolo Paulo, mas outros exigiam sua presença, assim ele escreve defendendo sua postura como cristão e apóstolo e elogiando a fé dos que permaneciam fiéis. No capítulo 2 o apóstolo relembra a eles como foi seu ministério enquanto esteve na cidade, fala de seu caráter e informa os motivos que o impossibilita estar com eles, mas declara todo o seu amor e preocupação para com eles, deixando claro que os tem em especial afeto. Avisa que por duas vezes tentou ir ter com eles, mas foi impedido, mas deixa claro que estes irmãos lhes são tesouros que ele entregará na prestação de conta quando acontecer a vinda de Cristo (2-19).
Na verdade esta carta é um pouco autobiográfica pois relata de forma detalhada a vida ministerial de Paulo em Tessalônica. Aqui fica claro que o apóstolo tinha prazer em fazer seu trabalho e ainda sabia delegar responsabilidades aos demais. No capítulo 3 ele deixa claro que envia o jovem Timóteo para estar com eles e dar-lhes orientações específicas a cerca das doutrinas cristãs, do que se relaciona com a vida no Evangelho e a vida futura.
Em sua carta os lembra de manterem-se amando uns aos outros e buscando a santificação (12 e 13): 12 e o Senhor vos faça crescer e abundar em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós abundamos para convosco; 13 para vos confirmar os corações, de sorte que sejam irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos.
O capítulo 4 ele reserva para esclarecer os preceitos de santidade e amor e mais uma vez declara que eles estão agindo de forma correta para com os irmãos. Ainda neste capítulo ele deixa claro como acontecerá a Segunda Vinda do Senhor: 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro (.) 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
No capítulo 5, ele nos dá muitos ensinamentos que servem para os nossos dias. Nos lembra que o Dia do Senhor será uma surpresa e que muitos não esperarão, mas para mim, o versículo que devemos colocar em prática é especial: (5-11) Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como na verdade o estais fazendo.
Para nosso melhor aproveitamento, para seguirmos conforme a Palavra nos orienta, devemos ajudar-nos mutuamente, edificando-nos uns aos outros, seguindo o exemplo da Igreja em Tessalônica.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Bondade

A Bondade

Série Estudos Bíblicos


Introdução

No dicionário é um s.f. (substantivo feminino) Inclinação a fazer o bem, a ser benigno, indulgente: todos conhecem sua bondade. 2 – Qualidade do que é bom.

Só que acabamos acreditando que bondade é uma espécie de desvio psicológico, a fuga dos fracos, mas não poderíamos estar mais enganados, afinal, bondade sem atitude é covardia.

Leitura Bíblica:
Mateus 21-12 e 13

E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;

E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.

Jesus entrou no templo e encontrou os homens vendendo a preço de alto lucro tudo o que era necessário para o sacrifíco. Tomado de um sentimento de Bondade, Ele arremessou tudo ao chão de forma que quebrassem as bancas e espalhassem todo o dinheiro ali guardado. Para muitos foi apenas um ato de loucura, um acesso de fúria, mas não era isto. Era zelo e bondade. Ele pensou nas pessoas que iam até aquele lugar prestar seu culto ao Senhor Deus, com suas limitações financeiras chegando ali eram praticamente roubados pelos preços ali praticados. Estavam fazendo da Casa de Deus um Comércio, além de ilícito, caro em demasia, o que dificultava a vida dos mais pobres.

Em Lucas 7- 36 a 50, Jesus, na casa de Simão, perdoou uma mulher que estava sendo olhada pelos demais como pecadora apenas, Ele olhou para ela com olhar de Bondade e tomou uma atitude: Deu-lhe liberdade de espírito.

Bondade é também zelo pela verdade e pela retidão, repulsa ao mal, repúdio da maldade, até porque Bondade sem atitude é covardia, Bondade com apatia é covardia.

Jesus não quebrou as bancas do Templo por interesse pela Casa de seu Pai apenas, mas por amor aos pobres que se dirigiam àquele lugar. Isto foi uma atitude de bondade, de repúdio a maldade daqueles homens que comercializavam naquele lugar destruindo a paz daquelas pessoas. Afinal Deus não está nos Templos como se diz por aí, mas Jesus, sendo uma pessoa de coração nobre, em sua Bondade, não aceitava a injustiça.

Se você não é capaz de se solidarizar com o próximo, compadecer das mazelas humanas, do problema do Japão, saiba que de fato Deus não está com você. Um coração que pratica a bondade se solidariza com todos os seus iguais, memso que paream diferentes ou tenham ideias diferentes, mas na do nos igualamos sempre e isto prova que somos de Deus.

Tem Bondade é doar-se ou brigar pelo bem comum. E Jesus fazia isto. Com suas atitudes pacíficas e, às vezes nem tanto, reestabelecia a ordem por onde passava.

A bondade que conhecemos é passageira, mas a que o Senhor ensina com suas atitudes, é a da luta, a Bondade é a inconformidade com as dores do próximo e esta levou Jesus a Cruz, pois Ele não se conformou com nossa situação.




Pastor Sérgio Carlos da Silveira  posta no 
Cristo Hoje, toda quarta e sexta-feira. Pastor vice-presidente da IPCO-Brasil, é articulista do Unidos para Cristo também participa do Ser Cristão e Recanto das Letras..
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Propiciação

A Propiciação
Leitura Bíblica
Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados
(I João 4:10).

E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos (1 João 2:1-3).


Propiciação – segundo alguns teólogos, apalavra vem do grego hilasmos, mas na verdade, o que nos interessa é sua importância para a nossa Fé. Trocando em miúdos, significa: Um ato de substituição de algo ritual por definitivo sacrifício do Cordeiro de Deus, que deixa para trás o abate de cordeiros para o perdão do homem. Sim, esta relacionado ao propiciatório citado no Velho Testamento, em Levítico 16-14.
Muitas vezes ouvimos palavras diferentes das usadas em nosso convívio e nos perguntamos o que de fato significam, Algumas inclusive ouvimos nos altares das Igrejas, alguns pastores parecem que engoliram um Dicionário e acabam utilizando palavras e seus sinônimos, mas algumas vezes as pessoas que assistem o culto não as entendem. Só que emmeio a estas palavras todas, usam algumas que nós devemos sim entender bem, pois fazem parte de nossa Fé.
Paulo nos ensina algo maravilhoso quando diz: Examinai tudo, retei o que é bom (I Tessalonicenses 5-21). Assim, vamos estudar a Palavra Propiciação. Na verdade esta palavra descreve um aspecto importante e fundamental da salvação. Esta palavra mostra o que o pecado é na visão de Deus.
Deus é justiça – embora também seja amor – não adianta nós acreditarmos na Salvação para a Vida Eterna, se não crermos no castigo também eterno. A propiciação é a única forma de tirar de nós os nossos pecados. Para que sejamos perdoados é necessário o derramamento de sangue inocente – cordeiro – mas Jesus tornou-se o nosso Cordeiro quando resolveu ficar entre nós e a ira de Deus contra nossos pecados. Sim, sendo Deus Santo, Ele não tem comunhão com o pecado e a única forma de sermos perdoados seria que um inocente morresse em nosso lugar. Jesus tomou nosso lugar. Veja: Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados (1 João 4:10) – o Amor e a Ira de Deus em um só lugar!
Deus nos amou e isto é fato, mas entre nós e Ele havia algo construído – na verdade destruído – pelo homem, uma barreira chamada pecado que gerou a morte,(Romanos 6-23), com o advento do Messias e sua morte e ressurreição fomos novamente ligados a Deus, mas devemos observar bem esta Palavra: Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus (João 3:36). As pessoas que não aceitam ao Senhor Jesus e não creem no Plano de Deus para a Salvação do Homem, costumam afirmar que não admitem crer numa Divindade que se ira, mas eles dizem isto simplesmente por não conhecerem de fato a natureza deste sentimento. A ira de Deus não é como os caprichos dos deuses da mitologia, que se vingavam nos humanos até por inveja de sua beleza ou força, ela esta relacionada com a própria natureza Dele, já que Ele é justo, Fiel e Santo e por isso não aceita a injustiça, até porque o homem colhe o que planta e esta é uma prova da Sabedoria de Deus. Na verdade Ele em por amor nos permite semear o que desejamos, mas por justiça nos faz colher o que plantamos, o cuidado em todo o tempo deve ser nosso em escolher quais sementes lançaremos ao solo durante nossa caminhada.
Quando pensamos neste sacrifício do Senhor Jesus, temos a nítida certeza de que ali na cruz, quando se entregou por nós Ele se fez Sacerdote e Sacrifício, tornando sua atitude perfeita e nos restaurando a condição de filhos e herdeiros de Deus. Fomos justificados por Jesus e isto sim é algo tremendo, afinal Ele sendo justo, colocou-se em nosso lugar. Sim, por amor, tornou-se nosso advogado,mas colocou-se como réu em nosso lugar, tomando para Si a nossa condenação e nos trazendo de volta a Deus.
Aleluias!
Na verdade, falar sobre esta palavra deve restaurar em nós a certeza de que Jesus se fez nosso Cordeiro e, assim olharmos para a Mesa do Senhor com mais seriedade, respeitando o Pão e o Vinho como a Carne e Sangue do Senhor e cientes de que Ele se tornou digno de morte por nossa culpa. Sim, devemos reconhecer nossa condição como pecadores e batermos no peito e dizermos: Por minha culpa, por minha exclusiva culpa – como diria o Pastor Sérgio.
Infelizmente, nós os cristãos esquecemos de quem é a culpa do sacrifício de Jesus e culpamos aos outros, como se nós não fôssemos pecadores.
Muitos de nós ao ouvirmos uma mensagem desta – ou mesmo lermos – deixamos de aproveitá-la para analisarmos a nossa situação diante de Deus e procurarmos restaurar nossa visão sobre nosso modo de ver a nossa Salvação e nossa Fé e, principalmente assumirmos a nossa culpa sobre a morte de Jesus.
Para que nossa comunhão seja perfeita, é necessário que voltemos nossos olhos para nossa culpa e assumamos o nosso papel como culpados, como réus, mesmo que já perdoados. Só quando vemos assim, entendemos o verdadeiro significado da cruz.
A propiciação é a mensagem que mais deveria ser lida na Ceia – mesmo que ela apareça tão pouco – mas se não é, somos também culpados, porque nos travestimos de Super Santos e, deixamos de lado nossa condição de pecadores, muitas das vezes lançando sobre os outros a culpa que cabe a nós.
Que esta mensagem abra os nossos olhos.
Quanto a mim: Mea Culpa, Mea Maxima Culpa!


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