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domingo, 25 de dezembro de 2016

E a criança nasceu?

Naquela manhã, quando o dono da Hospedaria lembrou-se do casal de viajantes que permitira pernoitar no Estábulo, rememorou as palavras do jovem que lhe pedira pouso.
Pegou uns pães e outros alimentos e dirigiu-se apressado à estrebaria, teria que despedi-los logo, não era bom para os negócios correr fama deque hospedara pessoas entre os animais em sua Hospedaria. Mas não era certo também despedir os viajantes famintos. Não pareciam ricos, era-lhe claro e seguindo esse pensamento, seguiu em direção ao Estábulo, já ensaiando um discurso de desculpas por ter que desalojá-los tão cedo...
Apressado e absorto em seus pensamentos, ouviu de repente um choro infantil. Desculpou os ouvidos cansados do trabalho e do trato com tantas pessoas e chegou ao seu destino.
Ao abrir a porta, já desculpando-se, parou espantado com a cena.
O viajante ajeitara, em uma das manjedouras espalhadas na Estrebaria, uma espécie de cama e ali, com pequenos reflexos de sorrisos, uma criança se mexia.
Do susto à surpresa passaram-se segundos e todo o discurso ensaiado no caminho, emudeceu-se nos lábios do comerciante, surgindo apenas uma pergunta, da qual ele desconhecia o verdadeiro valor:
- E a criança nasceu?

Por Elisabeth Lorena Alves
Feliz


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

É Natal, eu estou triste... Estou errada?

Muitas pessoas ficam triste nos dias que antecedem o Natal. As angústias, os pesadelos, as desilusões amorosas, o luto e a solidão não seguem um calendário humano.  Tudo o que acontece ao ser humano está ligado ao homem e não às datas.  Somos nós que fixamos as dores e as ligamos a determinados eventos  - festivos ou não.  Só que sentir dor, saudades, medo e desespero com a chegada de certas datas é  menos estressante do que no Natal. No Natal parece que ninguém pode ser infeliz, parece que é uma agressão pessoal. E não é.
Agressão pessoal é eu desrespeitar a dor do próximo só por ser Natal. É mais que agressivo, é incoerente. Estamos comemorando o Aniversário de Jesus, que é o símbolo maior do Amor, pois o Amor é Sua verdadeira essência e, agimos de forma contrária aos exemplos que Ele deixou?
Se alguém está triste, mesmo sendo o Natal, console-o, entenda-o, ouça-o. Sim.  Pare, dedique um tempo a esta pessoa que está perto de você e sequer consegue disfarçar a dor. Lembre-se da atitude de Jesus, quando encontrou as irmãs de Lázaro chorando, de luto pelo irmão que se fora. Jesus tinha a resposta para a dor e o desespero delas, mas antes Ele ouviu as queixas delas, deu-lhes oportunidade de exteriorizar sua dor, contar-lhes sobre a angústia que as oprimia.  E só depois de compartilhar as lágrimas e a dor que elas sentiam, Ele agiu...
E se por acaso o triste é você, esqueça seus medos de ser interpretado de forma equivocada, entenda que para ser curado de suas dores, será preciso antes exteriorizar o que te aflige... Eu poderia dizer que você deve contar seus problemas só para Deus, mas não vou ser hipócrita e nem incoerente com a Palavra de Deus. Usando as mesmas personagens bíblicas, vou mostrar que o mesmo Jesus, maravilhoso conselheiro, eterno e divino, ia à casa de Lázaro e suas irmãs, quando precisava de amigos. Achou pouca a referência,  lembre-se de Davi e Jônatas, estavam sempre em contato, principalmente quando Davi precisava de ser ouvido, entendido e acompanhado. Então, se qualquer problema te angustia quando chega o Natal, procure uma pessoa amiga, que entenda suas tristezas e converse. Assuma que essa data lhe tira o chão por tudo o que representa e, depois de uma choradeira reconfortante, agradeça a Deus, em uma oração de paz, pelos amigos fiéis e, agora, mais leve, lembre-se do Aniversariante e diga-lhe o quanto é grato pela Salvação de sua alma e pela certeza que um dia irá encontrá-lo e abraçá-lo, festejando pessoalmente o Natal.

Feliz Natal.

Por: Elisabeth Lorena Alves

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