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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O AMOR

O Amor
Leitura Bíblica
5-A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura; o rei está preso nas galerias.
6 Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!
As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.
Trechos de Cantares 7 e 8
44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.
(Mateus 25)

Amar talvez seja o mais difícil, principalmente porque as pessoas não percebem que amar é uma atitude, uma escolha. Nós podemos escolher amar, ser indiferente ou odiar, mas esquecemos que isto só é possível porque é uma escolha. Assim como confiar. Sim, mesmo a confiança é uma atitude, que nós atribuímos ao outro como característica pessoal, mas o confiar depende mais de quem almeja a confiança do que do ser em quem confiamos.
Achamos mais fácil confiarmos em quem conhecemos, e, talvez por isto algumas pessoas não conseguem confiar em Deus. Simplesmente porque não o conhecem de fato e não porque são pessoas incréus. Na maioria das vezes as pessoas se defendem alegando que não podem confiar simplesmente porque não sabem esperar e isto é normal nos seres humanos.
Talvez seja necessário afirmar que as pessoas se relacionam com as outras e tem contato com os outros seres por três meios específicos: Olhar, Tato e Audição.
E alguns profissionais de Marketing sabem disto por isso investe em boas músicas, Gingles, nos comercias de TV, em belos outdoors nas ruas e colocam seus produtos a vista para serem experimentados. Cintes desta diversidade de percepção eles atacam todas as classes de pessoas em seu sentido prioritário, em sua base de comando, conseguindo assim atingir uma camada maior de consumidores de seus produtos.
Sim, as pessoas descobrem como conquistar as outras e isto se faz em todas as circunstâncias e, mesmo inconsciente.
Na verdade as pessoas não conhecem seus sensores de comando. E por isto mesmo algumas pessoas estão por aí enviando as informações erradas para o outro, quando se interessam, mas não conhece o caminho para chegar ao coração do outro.
Apesar de vivermos em uma Sociedade que valoriza a visão, a estética, muitas pessoas preferem uma boa conversa a olhares dispersos – que para ela nada significam. Outras pessoas funcionam com mais de um destes sensores e por isto que muitas relações desandam, pois na verdade o companheiro não consegue chegar ao outro de fato, nada sabem sobre sinestesia – junção de dois sentidos.
Veja que isto não é uma descoberta nova, nem para a Ciência – na verdade Neurolinguística – nem para os antigos. Salomão escreveu um livro de poesias para sua amada morena do Líbano. Como era um sábio e conhecedor das mulheres, deixava seus afazeres para agradar um em especial. Leia Cantares de Salomão e delicie-se com os versos de amor que alguns jovens ainda usam para convencer suas pretendentes.
Sim, ainda hoje alguns jovens utilizam as palavras do sábio Salomão numa cantada barata, mas bem melhor do que a já batida: Seu pai é dono da Padaria? Mas o melhor é descobrir o que tange as cordas do coração da pessoa amada e, muitas das vezes são pequenas atitudes.
Muito se tem estudado e descoberto sobre as pessoas e seus sentimentos, só que com tudo isto algumas delas não aprenderam ainda que amar alguém é uma escolha e que se escolhemos amar, devemos manter aceso o amor com outras atitudes. O amor se alimenta de respeito – principalmente respeito, só a falta de respeito destrói o amor, já que ele suporta tudo (Coríntios 13), não se importa em sofrer, quando não correspondido, afinal quem de fato ama, quer sempre a felicidade de seu ente querido.
É isto que as pessoas não entendem, o verdadeiro amor lança fora o medo, isto quer dizer muito mais do que a insegurança em se declarar à pessoa amada, vai além, esta relacionado as escolhas, o que vai deixar de lado em detrimento do ser amado. O verdadeiro amor não é passional, não mata, não destrói, na verdade a Paixão destrói, ela é avassaladora como o fogo, já o amor é como a brisa, que refresca, que anima, que fortalece. O amor não busca seu próprio interesse, afinal, uma de suas características é exatamente (I Coríntios 13-5), além disto não é inconveniente e não é ciumento, afinal não suspeita mal.
E este amor puro é cabível sim ao homem, diferente do que muitas pessoas apregoam, tanto é que Jesus nos ensinou a amar nossos inimigos. E se podemos amar os que nos perseguem, tanto mais podemos amar os que nos são agradáveis, embora nisto não haja galardão.
E amor ao próximo é também o tema desta mensagem.
Sim, foi por isto que comecei falar das formas de o amor ser despertado em alguém, porque mesmo para alcançar uma amizade é necessário que façamos algo e para demonstrar nosso amor também.
E como é especial o amor ao próximo. Tão especial que antigamente as famílias incentivavam seus filhos e familiares a participarem de atividades que envolvessem as pessoas com limitações diversas. Assim, era comum os jovens consertarem as cercas das irmãs viúvas, arrumar pernas de cadeira e mesa e, até consertavam vassouras para ajudá-las. As crianças era incentivadas a brincarem com as órfãs e permitirem que brincasse com seus brinquedos. Isto era uma forma de suprir as necessidades dos menos afortunados e era tão natural que as pessoas nem mesmo notavam estas diferenças até serem questionadas pelos demais sobre o assunto.
Esta era a forma que muitas famílias tinha para ensinar o amor ao próximo. Com o advento das normas atuais, incentivadas pela mídia e pelos planos de Segurança, as pessoas menos afortunadas acabaram marginalizadas e deixadas em seu lugar, recebendo quando muito, uma mísera lembrança de um assistencialismo nada cristão, que não os insere de volta na Sociedade, mas que os humilha e denigre sua dignidade. E não podemos tirar o pouco que lhes resta, transformando-os e inimigos, pois não são. São estes o nosso próximo.
Uma vez Jesus foi questionado pelos seus discípulos sobre que dia eles o vira com fome ou preso e o Mestre lhes disse que quando eles abandonavam os mais fracos, estavam negando-lhe também o pão e o agasalho (Mateus 25-36 a 46).
Pena que nos esquecemos disto!

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