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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Misericórdia e Perdão ao Próximo

Misericórdia e Perdão ao Próximo
Elisabeth Alves

Infelizmente costumamos repetir nossos erros e os erros alheios, mesmo quando os criticamos. Acredito que de tudo o que os cristãos criticam os escribas e fariseus da época de Jesus, a maior acusação é da Hipocrisia.

Hipocrisia esta relacionada com a arte teatral muito comum naquela época e chegou até nós com o significado de tudo o que é errado em matéria do que se fazer com nossa Fé. Só que a hipocrisia é muito comum também em nossos dias e vem disfarçada pelo que podemos chamar de excessiva Santidade, ou ativismo religioso. Constantemente acreditamos que o que fazemos é melhor, que nosso louvor e, principescamente oração é mais bela e ungida que as demais, mas, de tudo, o pior é: Atacamos as falhas dos outros, nos apressamos a criticar alguém, mesmo que este não esteja mais entre nós para constituir sua defesa. Não temos noção de como nos mostramos mesquinhos e defeituosos, sem nada merecermos de alguém mais do que as mesmas críticas. Em Mateus 6-1 o Senhor nos adverte a não fazermos nada para nos mostrar. Devemos manter nossa descrição e aprendermos a pensar nossas atitudes e, principalmente, devemos aprender a pensar.

Escolhemos não pensar, somos extremamente preguiçosos nesta questão. Isto em nossas relações interpessoais, em nosso relacionamento com Deus ou com nosso cônjuge, sempre optamos pelo que nos é melhor, mais favorável e, sermos automáticos é uma de nossas mais frequentes reações quando na verdade a situação precisa de uma análise.

Mesmo nas coisas simples. Por exemplo, outro dia postamos no site da Igreja uma mensagem sobre o perfil de Eli, o sacerdote e algumas pessoas comentaram a mensagem como se fosse um erro bíblico, afirmando que se não se pode cuidar da sua própria casa não se pode cuidar bem das coisas de Deus. Falta de atenção apenas, a mensagem focava a experiência espiritual de Eli e, graças a Deus que é a misericórdia de Deus e não dos homens que nos alcança quando precisamos de perdão ou salvação, pois nada temos para afirmarmos sobre possuirmos um coração misericordioso.

Paulo quando fala sobre os líderes serem bons donos de casas e responsáveis sobre seus familiares para saberem sim cuidar das coisas de Deus, está falando sobre líderes constituídos, diferente de Eli, que era líder simplesmente por ter nascido na tribo de Levi, que era a única condição preestabelecida por Moisés, por ordem de Deus, para que alguém servisse no Templo, como levita ou sacerdote.

Então, apesar de Eli ser escolhido para ser sacerdote, ele tinha direito de nascença a este cargo, junto com seus irmãos. Ele chegou a sumo sacerdote por seus esforços próprios, por sua comunhão sim com Deus. O mais provável também é que ele tornou-se sacerdote ainda na juventude, onde não dava para estudar seu perfil como pai ou dono de família. Diferente dos pastores de hoje, que são ungidos e escolhidos para ocuparem seus cargos como líderes, em sua maioria quando já casados.

Na verdade, se formos anularmos a comunhão de alguém com Deus pelo comportamento deste como pai, o que dizer de Davi, que tinha o coração que agradava ao Senhor? Foi um pai omisso, é só lermos melhor a Bíblia, que vemos que ele nunca chamou a atenção de Absalão, que se levantou contra ele e desejou para si o trono, outro filho de Davi também trouxe vergonha à casa de seu pai ao tomar sua irmã por mulher.

Trazendo para nossa Experiência Pessoal

O que devemos entender não é que o certo é errar, pecar e chafurdar-se na lama e sim observar que muitos que julgamos grandes pecadores – como se nós também não fôssemos pecadores. Infelizmente a nossa falta de misericórdia para com o próximo tem distanciado a muitos do caminho da Salvação, nossa impaciência, ignorância e estupidez que confundimos com Santidade, tem derrubado muitos ao longo do Caminho. Isto porque não são defeitos isolados. Muitos cristãos agem assim, não tendo cuidado, paciência ou amor no trato com o mais fraco.
Para nos mostrar nosso erro ficam as Palavras de Jesus que esclarece que não são os sãos que precisam de remédio e sim os doentes, () mas como se chegarão a Deus os fracos e adoentados se nós estamos sempre prontos a julgá-los em seus erros do passado?
Se julgamos homens como Davi, Moisés, Geazi e outros, cuja a suas histórias estão registradas na Bíblia, para mostrar-nos que se não vigiarmos cometeremos erros, como reagimos aos que vivem a margem da Sociedade, com seus erros e defeitos e que um dia ou outro se virarão para o Senhor atrás de Salvação?

Infelizmente estamos nos acostumando a julgar cada dia mais os erros alheios, sem nos imaginarmos em seus lugares, carentes de misericórdia e amor. O amor, que deveria ser a marca dos cristãos está em falta e foi substituído pela falsa santidade.

Santidade sem misericórdia é falsidade religiosa, fanatismo disfarçado, e deve ser anulada de nossa vida cristã, abolida e esquecida totalmente, junto com tudo o mais que é nocivo à nossa fé.

Na verdade a misericórdia para com o próximo esta vinculada com o perdão depois da queda, afinal todos nós devemos nos lembrar que “Somos derrubados, mas nos erguemos e pro seguimos” (II Coríntios 4-9) e que possamos ainda repetir sempre aos que tropeçam e caem: “Grande é a Fidelidade do Senhor e suas misericórdias se renovam a cada novo dia” (Lamentações 3-23).
Pense bem nisto: O Amor do Senhor é Infalível, ou seja, você pode contar com o amor de Deus em todo o tempo. Espalhe esta notícia por aí!

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