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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Pecado Revelado

Pecado Exposto


Você sabe o que é um Pelourinho?
Pelourinho era uma coluna de madeira, ferro ou cimento armado, colocada nos centros das cidades e nas grandes fazendas, onde certos condenados eram colocados para "servirem de exemplo". Quem lê Romances sobre Escravidão verá muitos dos heróis dos Negros expostos nestes, ensanguentados pelas surras que levavam por tentarem fugir de seus "donos". Mas os Pelourinhos não é uma forma de Castigo apenas para Negros fujões, na verdade desde a Idade Média eles serviam para que as decisões dos Conselhos fossem expostas e qualquer criminoso ou perturbador da ordem era colocado ali para que outros evitasse tal erro. A Exposição pública costumava trazer a ordem a Sociedade de então, pois temendo o mesmo destino alguns pretensos arruaceiros evitavam cair no erro. E, outros, envergonhados por ter passado por ali tomavam jeito e evitavam cair ou ser pego em erro novamente.
Só que apesar de existir o Pelourinho e de ver a quantas iam a vergonha dos expostos à zombaria e vergonha pública, muitos sequer reconheciam sua situação de Erro. E viviam sua vida achando-se melhores que aqueles que ficavam ali expostos.
E isto é como a Vida Espiritual. Muitos acusam outros publicamente de pecados que eles mesmo cometem na intimidade. O que nos leva à BÍBLIA e a passagem da mulher pega em adultério. Os homens, fariseus em sua maioria, levaram-na à presença do Mestre para que ele a julgasse à morte ou a perdoasse, simplesmente porque eles queriam acusar Jesus dentro da religião vigente em Israel o Judaísmo. Sabiam que Jesus não iria permitir a morte da mulher e esperavam que Ele fizesse algo para ser levado à presença do Sacerdote e ser julgado por este. Mas Jesus, que conhece o ser humano resolveu apelar para a Consciência destes e disse que poderiam apedrejá-la sim, mas só  que não tivessem pecado. E eles sentiram-se acusados e deixaram o Mestre e a pobre Mulher em paz.
Afinal, expor os defeitos dos outros é muito fácil, mas assumir os seus nem tanto. E foi assim que aquela mulher teve oportunidade de ser salva de seu caminho e convertê-lo em outra direção.

Bem, antes de concluir, vamos à uma Ilustração sobre exposição de erros alheios...


PRESO  NO  PELOURINHO
 Numa linda povoação inglesa, onde a natureza ostenta galas arrebatadoras, a taberna do lugar, como de costume, andava causando muito mal.Um pobre alcoólatra, já muitas vezes condenado pelo juiz, por embriaguez, mas sempre em vão, foi por fim sentenciado à prisão num pelourinho que ficava próximo à igreja, para ver se assim, exposto ao escárnio público, resolveria criar um pouco de juízo. Ajuntaram-se logo os aldeões ao redor dele, alguns com pena, outros caçoando, outros com nojo. O homem no pelourinho sofria atrozmente.Chegou ali um homem tendo pela mão sua filhinha. "Papai", disse ela, "por que é que prenderam esse homem no pelourinho?""Porque ele se embriaga", respondeu o pai."Então, quando é que vão prender o senhor no pelourinho?", tornou ela com inocente simplicidade.A pergunta feriu o pai no coração e o obrigou a refletir. O refletir levou-o a abandonar de vez o uso das bebidas para não chegar ao estado daquele infeliz que aí estava contorcendo-se de vergonha. 

Concluindo


A Ilustração acima nos mostra exatamente o que Jesus nos ensinou na passagem de João 8, que muitas vezes a diferença está e ser pegou ou não, mas que todos cometem erros. Assim, fica o alerta, antes de apontar os erros alheios, tire de sua vida os seus erros e limpe os seus olhos, para que eles possam ver coisas melhores e abra seu coração para ver as outras pessoas com misericórdia.
Esta Mensagem não é para dar apoio a quem erra, mas para mostrar que somos alcançados por MISERICÓRDIA e não MERECIMENTO.
Boa Semana.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Verdades ou Mentira


 

E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
João 8:32 - Bíblica 
Sabe que existem pessoas que preferem a prática da Mentira a viver na Verdade?Conhece o caso do homem que perdeu a aliança? Sabendo que sua mulher não acreditaria na verdade, optou pela mentira! É um texto que foi impresso na coleção 'Comédias para Ler na Escola' do escritor Luiz Fernando Veríssimo.
Triste pensar que existam mesmo pessoas que preferem engolir uma mentira, por mais danosa que pareça do que uma verdade, por mais saudável que seja.
E isto não é só no casamento não. É quanto crer em Deus, acreditar no próximo, entender os amigos, amar a família...
Hoje as pessoas querem tanto ser diferentes de Deus que aceitam viver contra os princípios sadios da verdade. Afinal amar a Verdade é ser igual a Deus,  já que Ele ama a Verdade e tem prazer nela:
O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade Provérbios 12:22.
Infelizmente acreditar na Mentira e abandonar a Verdade é algo bíblico até. Já leu este versículo de Paulo: Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém (Romanos 1:25).
Quando nos lembramos que entre as muitas coisas que nosso Deus abomina, está a Mentira, devemos abraçar a Verdade: Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos (Provérbios 6:16-19).
Por sabermos que o nosso Deus rejeita a Mentira, devemos viver da prática da Verdade...





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Conta Luiz Fernando Veríssimo sobre uma experiência sobre Verdade e Mentira e suas consequências em nosso tempo: 
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora.
Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco. Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão.
Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa.
Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.
- Você não sabe o que me aconteceu!
- O quê?
- Uma coisa incrível.
- O quê?
- Contando ninguém acredita.
- Conta!
- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
- Não.
- Olhe…

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
- O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.
- Que coisa – diria a mulher, calmamente.
- Não é difícil de acreditar?
- Não. É perfeitamente possível.
- Pois é. Eu…
- SEU CRETINO!
- Meu bem…
- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.
- Mas, meu bem…
- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:
- Que fim levou a sua aliança? E ele disse:
- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
- O mais importante é que você não mentiu pra mim.

E foi tratar do jantar.

                                 

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