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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Quer ser útil? [Pastor Sérgio Silveira]



Quer ser útil?

Tendo, pois, Davi servido ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu, foi sepultado com os seus antepassados e seu corpo se decompôs (Atos 13-36)
Quantas vezes você já disse   que gostaria de ter nascido em determinada época afirmando que faria algo diferente?
Muitas vezes acreditamos que seríamos úteis em época diferente e ficamos dizendo o que faríamos se vivêssemos quando Jesus vivia aqui, ou quando Lutero rompeu com a Igreja Católica, ou quando os irmãos Wesley pregavam o Evangelho e por aí vai nossos desejos de estarmos em lugar diferente do nosso hoje.
Pensando assim, pergunto: Que frase seria a ideal para ser estampada na lápide de sua sepultura?
- Aqui jaz um servo inútil que sonhei viver em outra época?
- Aqui jaz uma pessoa que passou pela vida sem nada acrescentar?
- Aqui jaz uma pessoa totalmente inútil à sua geração.
Ou você gostaria de ter por epitáfio uma frase como esta: - Aqui descansa um guerreiro que serviu seu povo em seu tempo, debaixo do propósito de Deus?
Para que isto seja verdade em sua vida, antes que você morra de forma inútil, que tal estudar bem o verso 36 de Atos 13?
Se você dissecar o versículo, tirando dele as principais informações, teremos algo profundo a entender: Servir (1) a sua própria geração (2) conforme a vontade de Deus (3). E se levarmos em conta que o versículo acima se refere ao salmista e rei Davi, podemos nos lembrar de todas as dificuldades que ele sofreu em toda a sua vida.
Foi pastor de ovelhas, enquanto seus irmãos por serem mais fortes e bem apessoados foram enviados a servirem o Exército de Israel, foi ser servo de Saul e teve que ficar a sua disposição quando este era acometido por sua loucura, correndo risco de morrer neste trabalho, sua primeira missão oficial foi enfrentar um gigante sem armas ou armaduras adequadas, foi perseguido pelo rei, teve sua noiva roubada, sua esposa foi dada a outro, enquanto ele vivia como fugitivo, foi perseguido por outros reis, foi vencido pelo pecado do adultério e assassinato, sua filha perder a honra, perdeu 2 filhos de forma violenta, viu seu reino ser tomado por um de seus filhos e muitas outras provações que vemos também em seus poemas (Salmo).
Davi não permitiu que seus problemas destruíssem sua caminhada. Ele chorou, expôs suas fraquezas, rasgou-se em lágrimas, sofreu na pele a consequência de seus atos impensados, mas jamais abriu mão de sua obrigação: Servir ao seu povo.
Quanto o autor do Livro de Atos cita Davi (13-36) cria uma bela frase para ser colocada sobre o túmulo do falecido rei. E esta frase é um testemunho grandioso sobre o caráter de Davi. Mostra que ele não abriu mão daquilo para o qual foi chamado. Em nossos dias diríamos que ele ‘vestiu a camisa’ de seu povo e não desprezou seu trabalho. Mesmo quando ele viveu fugitivo, entre seus inimigos, continuou servindo seu povo, jamais feriu um soldado do Exército de Israel, pelo contrário embrenhou-se em batalhas pessoais, trazendo vitórias ao seu povo, mesmo estando afastado, vivendo como forasteiro.
As pessoas hoje gritam que sofrem que são perseguidas, mas não tem  a nobreza deste homem.
Ele enfrentou seus problemas com coragem, mesmo entre lágrimas jamais negou seu serviço ao povo e tinha a humildade de reconhecer seus pecados e arrepender-se de seus atos. Por isto mesmo o Senhor deu testemunho dele ao afirmar:
Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade (Atos 13:22).
Quem dera todos nós deixássemos de prestar atenção nos defeitos deste homem chamado Davi e prestarmos mais atenção em seus acertos. Quando observamos onde alguém acerta, aprendemos que buscar acertar sempre é o melhor a se fazer sempre. E quando buscamos acertar, encontramos forças para fazer o que é útil hoje.
Nada de ficar olhando para o passado e arrumando desculpas para não agir hoje, que como Davi, sejamos úteis ao povo de nossa geração debaixo da vontade do Senhor. Só assim um dia se dirá de nós: - Aqui descansa um guerreiro que serviu seu povo em seu tempo, debaixo do propósito de Deus.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

vasos na olaria [Pr Sérgio Carlos da Silveira]


Vasos na Olaria
Pastor Sérgio Carlos da Silveira
O Oleiro está na olaria preparando vasos. Escolhe o barro, separa uma parte e inicia seu trabalho. Fica feliz que já passou da fase de eliminar água, mas ainda tem algumas pedrinhas no barro e ele terá que ser mexido a tato para ser limpo das impurezas.
Fazer um vaso é um trabalho artesanal, que leva horas, mas o Oleiro tem paciência. Mexe com cuidado para não deixar nada que possa enfeiar sua peça, são tantas impurezas, tantos pedriscos, tantos grãos de areia e muitas vezes suas mãos se ferem nesta atividade detalhista, mas necessária.
O Oleiro sabe para que quer esta peça. Já a vê pronta para o uso, imagina ela enfeitando seu alpendre. Esta lhe será muito querida, já imagina os olhares cobiçosos, mas nada interrompe seu trabalho contínuo. Sua peça só estará pronta quando Ele achar que é a hora.
Lembra de quando a encontrou ainda lama, uma aquosidade estranha e sem vida, um nada, mas ao notar-lhe a presença entre todas suas iguais, resolveu fazer dela um vaso novo, exclusivo.
O processo para que chegue ao final é demorado e nada revitalizante, mas seu humor está ativo e Ele imagina a cada passo, que sua peça será sua melhor obra. Não desiste de sua atividade.
Lá dentro, um outro vaso que está no forno, chega ao ponto e o Oleiro deixa este de lado, para ver outra de suas Obras. Chega ao forno, retira a outra peça quente, com cuidado, temendo a queda e observa os detalhes. Este esta quase pronto. Guarda-o em uma prateleira para que esfrie e possa ser usado.
Volta cantarolando uma canção qualquer e volta a sua atividade de retirar sujeirinhas esquecidas na peça que imagina um belo vaso.
Os dias se passam nesta atividade. Mas agora o Oleiro resolve dar forma a seu vaso imaginado e inicia na roda. Mexe e sobe e a massa cai perde a forma. Ele ainda cantarola feliz, sua canção predileta e continua sua obra, mais uma vez a massa torna-se sem forma e Ele não desiste. Insiste em transformá-la em seu vaso predileto. Aos poucos a massa informe toma proporções específicas e vai se tornando no vaso que ele imaginou!
Como parece belo aos seus olhos! Ali, ainda na roda, imagina seu vaso, pronto, desenhado e pintado, forneado e pronto para seu uso.
E se o vaso tivesse sentimentos? Será que sentiria todas estas transformações? Este processo lhe doeria?
Somos vasos na mão do Oleiro. Desde o barro sem forma alguma, ainda uma aparência aquosa e cheia de impurezas, mas este Oleiro não importa onde coloca suas mãos, pois sabe que quando estivermos prontos, seremos usados para Sua Honra e Glória e estraremos felizes.
Quando chegamos a Olaria somos barros desformes, mas Ele sabe qual o nosso potencial. E investe tempo em nós. Que saibamos reconhecer este processo e aprender esperar o ponto certo, quando as dores já serão suportáveis e entenderemos que o final do processo é chegado. Então seremos vasos para sua Glória. Mas até lá, passemos por nossas lutas diárias certos que haverá dias em que o Altíssimo nos encherá de sua Glória e prontos estaremos distantes das dores profundas desta terra.

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